TEATRO DAS CONFERÊNCIAS

O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Comissão Organizadora D -
Número de respostas: 10
Em resposta à Comissão Organizadora D

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Marlon Nunes -
Olá! Aqui é o professor, Marlon. Aguardo vocês para os diálogos! Abraços!

12 palavras

Em resposta à Marlon Nunes

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Maurício Teixeira Mendes -
Parabéns pelo seu trabalho professor Marlon. De fato na entrada do Inhotim vemos bancos gigantescos feitos de árvores nativas que provavelmente foi arrancada para dar lugar a coqueiros ornamentais. Lamentável mesmo ver o discurso da modernidade convencendo as comunidades....

39 palavras

Em resposta à Maurício Teixeira Mendes

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Marlon Nunes -
Olá, caro Prof. Maurício! Há uma predominância nos simulacros que descaracterizam o espaço-tempo real. Estão ali para, tecnica e ideologicamente, seduzir os menos desavisados. Como simulacro (já não é a simulação de um território, de um ser referencial, de uma substância. É a geração por modelos de um real sem origem nem realidade) o Inhotim proporciona esse poder de reversibilidade, ou seja, transforma o real numa coisa que pode ser percebida como mais real que o próprio real. É como se fosse uma matriz de conteúdo. Um monólogo de energia, tal qual em 2001: Uma Odisseia no Espaço. Forte abraço! Muito obrigado!

102 palavras

Em resposta à Comissão Organizadora D

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Marlon Nunes -
Olá! Estou à disposição para responder os questionamentos! Abraços! Gratidão!

10 palavras

Em resposta à Comissão Organizadora D

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Ana Matte -
Oi, Marlon,
é um prazer recebê-lo aqui. Quando o Maurício me mostrou seu resumo pensei: que menino ousado! E adorei.
Fiz graduação em música e convivia muito, naquela época, com artistas de todos os campos, e era explícita uma vontade - que devo confessar também foi minha em alguns momentos de fraqueza - de pensar que a arte estava acima de tudo, que tinha valor quando fosse pura. Santa ingenuidade, Batman... ainda bem que cresci.
A ideia da arte pura não é diferente da separação que fazemos entre o que se como e a origem e/ou o processo pelo qual isso chegou ao nosso prato. Existe uma necessidade de se manter uma cultura elitista e a arte contemporânea, por mais que muitos artistas de fora da elite lutem por um lugar ao sol nessa seara, continua sendo da elite. Elite cultural não é igual a elite financeira, mas é bem parecida.
Existe um jogo de poder sobre de quem é a arte e que me faz lembrar do fascínio que muitos tem - e eu também, embora me recuse a comprar - por móveis de madeira maciça, como os enormes troncos usados como esculturas no Shopping Dom Pedro, em Campinas, SP.
Minha impressão é que, sem mudar a sociedade como um todo, uma sociedade que se funda na fragmentação, na oposição entre a opulência e a miséria, não sairemos dessa difícil posição de adorar objetos que sabemos serem profanos frente à natureza e, outros, frente à própria humanidade, como os ginásios hipermodernos que vemos no Catar para a Copa do Mundo e que existem graças à morte de centenas de trabalhadores.
Obrigada,
Abraços
Ana

274 palavras

Em resposta à Ana Matte

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Marlon Nunes -
Prof. Ana,

estou mais que satisfeito em poder participar. Sinto-me orgulhoso com as suas palavras. Eu não estudei música, mas arranho um violão e um baixo. Sobre o Batman... Vejamos como o cinema é extremamente ideológico, uma indústria de construção de imaginários, o hollywoodiano então, é mais que um sistema de signos maquínicos de perversão do sensível. É a legitimação da inorganicidade da sociedade do consumo. São os simulacros corroendo os próprios simulacros em constante aprofundamento. Interpreto que o Batman é pior que o Coringa. Ele é o próprio gerador das agruras dos seus "vilões". Herdeiro de uma família burguesa, dona dos meios de produção, numa Gotham City manifesta de pobreza e violência. Será mesmo que o Batman combate o crime ou é um megalomaníaco que estabiliza o seu desejo de matar com a aquisição de novas tecnologias e o seu "combate ao crime"? No caso do Superman (1938), do Capitão América (1941) ou do Spider-man (1962), não precisamos falar do clichê das cores da bandeira norte-americana. Coloquei os anos de lançamento do super-herói e dos heróis (super-heróis têm poderes não humanos e heróis são complementados por forças ou tecnologias) para refletirmos sobre as respectivas épocas históricas... Assim como outros filmes como Platoon ou Apocalypse Now: são representações da "super potência" Yankee se filmando e filmando o seu "desenvolvimento". Não à toa são a cultura do narcisismo patológico e das luzes contemporâneas. Luzes que ofuscam... ". "[...]contemporâneo é aquele que
mantém fixo o olhar no seu tempo, para nele perceber não as luzes, mas o escuro" (AGAMBEN). Talvez já possamos falar em apagamento. Qual a origem do que se come? Os troncos do Shopping Dom Pedro e do Inhotim... De onde vem o resto da vegetação exposta neles? Será que ainda podemos considerar "vegetação"? Ou o pensamento contemporâneo vegeta em suas camas e controles remotos. Vegeta nas regras e normas escolares e acadêmicas, para além dos calculistas de Platão e de Descartes, que somente eles haveriam de conhecer a Deus. Eles não conheceram Deus, se tornaram deuses. Fáusticos, mas deuses. Sem limites técnicos, hybris técnica. Sobre os estádios hipermodernos... O terror de morrer dentro deles é inseparável do terror de viver neles, seja física ou televisivamente... Post Scriptum: venho tentando publicar sobre o Inhotim há anos. Estou mais que grato. Deixarei um link de acesso a outro texto sobre a hiper-realidade que leva em consideração as invasões ao Complexo do Alemão, pois as invasões podem ter sido estrategicamente calculadas cinematograficamente... http://geopoemas.blogspot.com/2013/02/um-exemplo-de-hiper-realidade-aplicado.html.

Forte abraço,

Marlon.

414 palavras

Em resposta à Comissão Organizadora D

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Crislaine Junqueira Aguiar Silva -
Olá, Professor Marlon.
Parabéns pelo seu trabalho, sua inquietação em relação ao espaço Inhotim é muito pertinente e nos leva a reflexões a cerca de outros espaços que se põe como lugar de educação, arte e lazer.
Particularmente não conhecia o Inhotim. A partir de sua fala, busquei fazer uma visita virtual pelo espaço e foi bem interessante já "entrar" no lugar usando essas lentes que nos permitem ver além do que está posto.
Quais outros espaços você já analisou ou pretende fazer uma leitura mais profunda, tal qual fez do Inhotim?
Abraços!

93 palavras

Em resposta à Crislaine Junqueira Aguiar Silva

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Isabela Fernanda Machado de Souza -
Boa tarde, professor Marlon.

Muito interessante o tema. O professor destacou o Inhotim na questão de sua formação e estrutura que acaba formando uma espécie de bolha fora da realidade local. Acredito que a arte deveria ser um reflexo ou uma representação da própria sociedade, evidenciado a comunidade, fauna e a flora ao redor da instituição.

56 palavras

Em resposta à Isabela Fernanda Machado de Souza

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Marlon Nunes -
Prazer em dialogar consigo, Isabela! As pretensões são exatamente essas... Desmascarar um organismo esteanho que faz o trabalho similar ao câncer. Contamina os corpos e os torna vítimas desfalecidas e sujeitos enfraquecidos diante do fetiche de um espaço que irradia uma energia nuclear como se fosse uma bomba arrastando tudo que encontra pela frente. Corrompe ideias, comportamentos e anula as existências. Se é possível criar resistências? Talvez. É preciso que falemos sobre... Um abraço, Marlon.

75 palavras

Em resposta à Crislaine Junqueira Aguiar Silva

Re: O INHOTIM COMO SIMULACRO E IMPLOSÃO DE SENTIDO: A HIPER-REALIDADE ASSSASSINA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - conferencista Marlon Nunes Silva

por Marlon Nunes -
Olá, Crislaine! Satisfação em receber seus comentários. Partindo da relação dos simulacros com o conceito de não-lugar, por exemplo, ou somente utilizando as simulações mesmas do sistema de signos há alguns espaços interessantes que destaco para as análises que caminham nesse sentido, a saber: os parques artificiais que simulam as praias, passando pelas simulações virtuais até as próprias instituições educacionais (escolas e academias) e o aparelhamento político, assim como os produtos da indústria cultural. Para isso, o conceito de ideologia é importante na sua acepção de nos retirar da realidade promovendo um suposto ideal que não existe, capaz de provocar inúmeras frustrações psicopatolgias. É urgente voltarmos a repensar o conceito de cultura como hiper-realidade. Um abraço, Marlon.

117 palavras