TEATRO DAS CONFERÊNCIAS

EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Comissão Organizadora D -
Número de respostas: 6

DEBATE

Jornal sobre a conferência, para cegos a descrição encontra-se no arquivo abaixo "paracegoler.txt"

Ante-sala (videos)

RESUMO: Dificuldades enfrentadas pela Educação Especial na escola pública, antes e depois da pandemia. Dependência do SUS, dependência das comunidades, desafios sempre presentes, a importância do professor. Simone Amaral é educadora especial e professora da Rede Municipal de Porto Alegre.

43 palavras

Em resposta à Comissão Organizadora D

Re: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Fábio Coradini -
Querida Professora Simone. Boa noite.

Primeiramente quero expressar a alegria em ter acessado seu vídeo nesta e poder me conectar a sua verdade na Educação Especial. Não atuo com a docência na Educação Especial, porém minha irmã encontra-se nesta área, a qual foi o inicio da sua jornada na docência a mais de 12 anos e acompanho todas as demandas e inquietações, e porque não pontuarmos os descasos com nossos alunos. Sua apresentação me toca muito, pois sou pesquisador do gênero e o corpo que não pode ser compreendido como capacitado, imobilizado, desconhecido, pois estes alunos se constituem a partir das suas condições determinantes pela necessidade especial. Hoje tive a honra de assistir a defesa de uma tese de doutorado de uma amiga, Professora e Educadora Fisica da Inclusão, que discutiu o corpo deficiente e suas potências, em prol de uma pedagogia DESCAPACITISTA.
E tocar no descapacitismo é justamente para pensarmos em todas as outras formas, maneiras e desequilibrio que estes corpos se performatizam enquanto muitos docentes ainda entendem como proibitivos de atividades. Descapacitar é voar ... libertar-se .... descontrolar-se ... permitir-se .... invertar-se ....
Parabéns pela linda aula ... você me emociona e me faz acreditar que juntos somos muitos em prol da inclusão.

Um cheiro enorme.

Fábio Coradini

210 palavras

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Re: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Crislaine Junqueira Aguiar Silva -
Olá Simone, saudações.

Sua fala atravessa nossas realidades, até mesmo aquelas que não se passam em escolas de educação especial, mas nas que recebem estudantes para a inclusão. À época do início da pandemia, quando estávamos todos perdidos no limbo de (des)informações, aqui, infelizmente, acabamos por marginalizar ainda mais as pessoas com deficiência. Somente após um tempo de trabalho é que fomos nos dedicar a procurar variadas formas para atender minimamente esses estudantes.

73 palavras

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Re: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Nício Murilo Silva -
Boa noite, professora Simone. Lendo o texto apresentado, lembrei-me das diversas vezes em que, quando mais novo, via algumas crianças em minha escola recebendo cuidados especiais e não entendia essa tratativa por não dividir a sala com as mesmas. Essa visão lateral do ensino especial acabou por trazer uma visão que hoje entendo como capacitista em uma série de alunos de diferentes anos que, assim como eu, não dividiam a sala de aula com os auxiliados. Recordo-me, também, de quando dividi a sala com um aluno que necessitava de cuidados especiais pela primeira vez: David, à época da minha idade, era um aluno com deficiência visual que estava na mesma sala que eu. Lembro-me que vê-lo vencer cada dia os desafios trazidos pelas tarefas que para outros alunos eram triviais me impactou muito, quebrando esse paradigma capacitista antes formado. Ao seu ver, você enxerga também essa visão lateral e distante do aluno com necessidade de educação especial também periculosa quanto à criação dessa cultura capacitista? Com a pandemia, há espaço para mudança desse quesito?

174 palavras

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Re: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Ana Matte -
Simone,
que alegria ver seu trabalho. De fato, como professora da UFMG, a inclusão de pessoas com deficiências é um desafio constante. Sempre senti que deveria ter algo que ainda não fiz, sempre busquei aprender para que meu material fosse acessível, mas sempre me senti devendo. Por conta de um diagnóstico recebido em fevereiro deste ano, quando descobri que sou autista, consegui compreender que eu também, tanto quanto os meus alunos especiais, preciso de apoio em algumas incursões para que não termine o semestre devendo. É muito difícil na universidade ouvirmos um professor dizer que tem uma deficiência, especialmente se ele conseguir escondê-la, mas isso não ajuda, sabe? Por isso, a primeira coisa que fiz ao ter meu diagnóstico foi compartilhar esse novo saber com colegas, reitoria, direção da faculdade, serviço de saúde, pois me parece que a inclusão dos estudantes é dependente da inclusão dos professores. Peço perdão antecipado por ter que listar algumas coisas que não me definem como pessoa, mas mostram quem sou profissionalmente, e explico: se estou formando um aluno autista para que tenha uma profissão e eu escondo que também sou, o que estou fazendo é escrever embaixo da ideia geral de que deficientes são menos capazes. Mas se ele souber que a professora velha de guerra, que por anos foi bolsista do CNPq de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora e, depois, bolsista de Pesquisa da mesma agência, que fez 2 pós-doutorados, que é hoje titular de uma universidade pública, enfim que se essa professora é autista, ele também pode acreditar que vale a pena lutar pelo que deseja. Não estou dizendo lutar para seguir meu caminho, mas para seguir o dele próprio.
Como você vê isso no ensino básico? Na escola pública?
Abraços,
Ana

290 palavras

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Re: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Miliane Aparecida Torres -
Boa tarde!

Sou professora da rede pública do estado de Minas Gerais e convivo diariamente com as dificuldades da educação especial. Infelizmente, por vários fatores, como falta de infraestrutura e aprifessires de apoio, os alunos de inclusão não conseguem interagir de forma adequada na escola. Muitas vezes são excluídos. Ficando somente com o professor responsável e não participa das atividades com os colegas. É urgente a melhoria na qualidade do espaço escolar paa esses alunos que necessitam de muito apoio.

80 palavras

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Re: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA PÚBLICA APÓS A PANDEMIA - conferencista: Simone Amaral

por Nathalia Andrade -
Parabéns pelo conteúdo, a inclusão é algo muito importante no nosso país. Por falta de infraestrutura ou alguém capacitado essa inclusão não acontece da forma que deveria. Um tema que deveria ser mais falado nas escolas e fora dela, parabéns mais uma vez!

43 palavras